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Espécies-alvo

Pardela-balear|Bôto|Roaz|Golfinho-comum

Pardela-balear

Puffinus mauretanicus

Nome Científico: Puffinus mauretanicus

Descrição: é uma pardela de pequenas dimensões, com cerca de 33 cm de comprimento e com 85-90 cm de envergadura de asa. O dorso é castanho-acinzentado enquanto o ventre é branco-acastanhado sujo, com pouco contraste entre o escuro e o claro nos flancos, cabeça e peito. Existe alguma variação de tons de plumagem dentro desta espécie, podendo ir do quase totalmente escuro, semelhante a uma pardela-preta Puffinus griseus (embora esta seja de maiores dimensões), a plumagens semelhantes a uma pardela-sombria Puffinus puffinus, mas nunca apresentando o padrão preto e branco.

Biologia: nidifica em pequenas cavidades localizadas em penhascos e pequenas ilhas no arquipélago das Baleares, colocando um ovo em cada época de nidificação. Não se reproduzem até ao terceiro ano. A reprodução ocorre maioritariamente entre Fevereiro e Junho. Alimenta-se de pequenos peixes pelágicos que se movem em cardumes na coluna de água da plataforma continental. É uma espécie mergulhadora que muitas vezes se associa a golfinhos e atuns, na perseguição de presas. Por vezes alimentam-se das rejeições dos barcos de pesca, principalmente durante a época reprodutora.

Distribuição: distribui-se pelo Mediterrâneo ocidental na época de reprodução, migrando até ao golfo da Biscaia essencialmente no inverno. É um dos procellariiformes mais fáceis de observar ao longo da costa portuguesa, mantendo-se frequentemente perto do litoral. Esta espécie é mais comum fora da época de reprodução, entre Junho e Outubro. A costa portuguesa é um dos locais mais importantes a nível mundial para a invernada desta espécie, com grandes concentrações registadas principalmente nas IBAs marinhas do Cabo Raso e da Figueira da Foz.

 

Bôto


Phocoena phocoena

Nome Científico:Phocoena phocoena

Descrição: tem um corpo pequeno mas robusto. Geralmente, no norte da Europa os adultos não excedem 1,5 m e 70 kg sendo as fêmeas ligeiramente maiores que os machos. Na Península Ibérica são registados animais de maiores dimensões podendo exceder os 2 m de comprimento e os 80 kg de peso. Os dentes (22 a 27 dentes por hemi-maxila) têm a forma de pá com cerca de 5 mm de diâmetro. A coloração do bôto pode ser variável mas normalmente é cinzento escuro no dorso, clareando até à zona ventral que é branca. Em alguns animais podem notar-se linhas escuras entre a boca e as barbatanas peitorais. Apresenta um focinho curto sem bico perceptível. Tem as barbatanas escuras sendo a barbatana dorsal pequena e nitidamente triangular.

Biologia: são normalmente animais solitários podendo por vezes ser observados em grupos pequenos de 2 a 5 indivíduos. Os grupos mais frequentes são compostos pela progenitora e a cria. Têm um comportamento considerado tímido e afastam-se das embarcações. Alimentam-se de espécies demersais e bentónicas, mas também de espécies de peixe pelágicas que formam cardumes. A maturidade sexual ocorre aos 3-4 anos de idade e a gestação é de 10-11 meses. As fêmeas permanecem com as crias durante 8 a 12 meses e podem procriar anualmente, pelo que algumas fêmeas engravidam enquanto ainda amamentam as crias do ano anterior.

Distribuição: habitam as águas subpolares e temperadas de todo o hemisfério norte. É uma espécie costeira observada em zonas de profundidade inferior a 200 m, estuários e baías. Em Portugal, distribui-se ao longo de toda a costa embora seja mais frequente na zona norte, entre o Porto e a Nazaré e na zona da Arrábida e Costa da Galé em zonas bastante próximas da costa. Uma terceira zona de maior ocorrência é a região algarvia entre Sagres e Albufeira.

 

Roaz

Tursiops truncatus

Nome Científico: Tursiops truncatus

Descrição: animal de corpo robusto podendo atingir os 3,8 m de comprimento. Os dentes (entre 20 a 25 dentes por hemi-maxila) são cónicos e pontiagudos
com 7,5 mm de diâmetro. Apresenta uma coloração predominantemente cinzenta. Apesar do dorso ser ligeiramente mais escuro não é visível uma delimitação de cor evidente em nenhuma zona: o cinzento mais escuro estende-se desde o bico até à ponta posterior da barbatana dorsal, sendo cada vez mais claro desde os flancos até à zona ventral. Apresenta uma barbatana dorsal alta e falciforme. São conhecidas duas variantes morfológicas associadas a habitats distintos: os roazes oceânicos são animais maiores, com uma coloração mais escura e com barbatanas peitorais mais pequenas, e os roazes costeiros são animais de menores dimensões.

Biologia: alimentam-se de peixes e cefalópodes que podem capturar a mais de 100 m de profundidade. A maturidade sexual varia com o sexo, sendo atingida entre os 8 a 14 anos nos machos e entre os 5 a 12 anos nas fêmeas. O período de gestação dura cerca de 1 ano e a cria nasce com cerca de 100 cm. A amamentação dura entre 12 a 20 meses, fazendo com que o ciclo reprodutor possa durar entre 2 a 3 anos. A longevidade estimada é de 30 a 40 anos.

Distribuição: está presente em todas as águas quentes e temperadas dos oceanos, ocupando diversos tipos de habitats, tanto costeiros como oceânicos. Em Portugal, existe uma população residente no estuário do Sado. São frequentes na zona das Berlengas e canhão da Nazaré e estão distribuídos um pouco por toda a costa portuguesa.

 

 

Golfinho-comum

 

 

Delphinus delphis

Nome Científico:Delphinus delphis

Descrição: são animais esguios com bico proeminente. Possuem cerca de 40-50 dentes cónicos de 2,5 mm de diâmetro (como a ponta de um lápis) por hemi-maxila. Os indivíduos desta espécie apresentam uma coloração negra no dorso formando uma zona triangular invertida ao nível da barbatana dorsal. Nos flancos apresentam uma mancha amarela ou castanho-claro até metade do corpo que passa a cinza na parte posterior. O ventre tem coloração branca. Quando adultos, os machos são ligeiramente maiores do que as fêmeas podendo medir até 2,3 m de comprimento e pesar mais de 100 kg. A barbatana dorsal é alta e falciforme.

Biologia: o golfinho-comum alimenta-se de peixes pequenos que se agregam em cardumes consumindo igualmente várias espécies de cefalópodes. Na costa portuguesa, a presa preferencial é a sardinha. Faz

mergulhos de curta duração e pode atingir os 70 m de profundidade. A gestação dura cerca de 10 meses e a cria nasce com cerca de 90 cm. A amamentação dura cerca de 4 meses. É uma espécie bastante gregária sendo possível encontrar grupos de várias centenas de indivíduos. Os grupos são constituídos por animais de diferentes idades, embora possa existir alguma segregação sexual. Estima-se que possam viver até aos 25-30 anos.

Distribuição: é a espécie de cetáceo mais abundante na costa portuguesa. Encontra-se distribuída de Norte a Sul, sendo frequente tanto próximo da costa como em zonas mais oceânicas. Esta espécie integra a grande maioria dos arrojamentos detectados na costa portuguesa.


Última Modificação: 26/02/2016

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